27.9.09

Quem conta um conto, aumenta um ponto

Do meu Top5 de séries só uma, Lost, não tem nada a ver com livros. Roswell era uma série de livros meio teen, The Lost World era um livro do Conan Doyle, Moonlight foi imaginada inicialmente por um de seus criadores, Trevor Munson, como um livro e minha mais nova aquisição, Legend of the Seeker, é baseada na série de livros Sword of Truth.

Das séries citadas acima a unica que ainda não li a versão original foi Legend of the Seeker, até porque descobri a série há pouco menos de um mês, mas uma coisa já sei que tem em comum com todas as outras: fãs ardorosos que acreditam que uma adaptação deveria levar o livro ao pé da letra. Nenhuma dessas séries ficou igual os livros, Roswell diminuiu os poderes dos aliens (nos livros eles enxergam auras entre outras coisas), O Mundo Perdido adicionou a Marguerite que não existe nos livros (e conseqüentemente adicionou também o romance Roxton&Marguerite) e Legend of the Seeker, não fugindo a regra mudou algumas coisas aqui e ali.

Sei que sou minoria mas raramente digo "o livro é melhor que o filme" e isso se deve ao fato de ter a mente aberta (talvez até demais) para novas experiências. Como a palavra mesmo já diz, se tratam de adaptações, processo onde um organismo se adequa, se encaixa ao habitat onde se encontra.

Tendo isso em mente eu acabo sempre vendo livro e filme ou série como duas coisas diferentes que se completam, como duas versões de um mesmo fato. Lembro nos meus dias de Smallville muitos fãs do Superman reclamando que aquela não era a história do Homem de Aço, que Pete era ruivo e não negro, que Lois nunca esteve em Pequenópolis e etc, mas por acaso isso mudou o fato de que Clark foi enviado de Krypton que estava explodindo para a Terra e adotado por um casal de bom coração que o ensinou a ser uma pessoa justa e honrada que mais tarde viria a ser um grande herói e benfeitor? Não. A essência, os fatos realmente importantes ficaram intactos e isso é o que importa.

Por outro lado, há um tempo atras sairam boatos de que no filme de Sherlock Holmes dirigido por Guy Ritchie haverão insinuações de algo mais que amizade entre Sherlock e Watson e isso me deixou extremamente decepcionada pois não faz parte da essência do personagem, na verdade Sherlock sempre foi tão racional e concentrado em seus estudos que chegava ao ponto de ser "assexuado". Se o filme fosse uma comédia como O Xangô de Baker Street eu não veria problema nenhum em um Sherlock gay, mas se tratando de um filme 'dramático' fica difícil de engolir pois muda características básicas do personagem, muda parte da essência do detetive mais famoso do mundo. Adaptar não é mudar, é adequar.

Existem idéias que ficam ótimas no papel e outras que ficam ótimas na tela mas nem tudo que fica bom no papel cabe na tela ou vice versa. Um bom exemplo disso são os filmes do Senhor dos Anéis. Os livros de Tolkien são extremamente detalhistas, coisa que ajudou Peter Jackson a dar vida aos hobbits e à Terra Média mas que no papel ficou muito cansativo para muitas pessoas (me incluo nessa lista, não consegui chegar à metade da Sociedade do Anel, mas gosto dos filmes). Outro exemplo são as versões pro cinema dos livros do Dan Brown, enquanto o livro Código Da Vinci parece rápido e bem compassado graças as explicações que Langdon vai dando durante a história, esse mesmo recurso deixou o filme arrastado e cansativo. Quando Ron Howard adaptou o segundo livro, Anjos e Demônios, focando mais a ação, o filme foi bem mais aceito, mesmo que mudando varias coisas em relação ao livro.

Sobre Legend of the Seeker, não posso dizer muito pois ainda não li os livros, mas pelo pouco que descobri com as comparações na internet, posso dizer que algumas coisas realmente não dariam certo na tv.

Na versão literária Kahlan é a ultima confessora viva, mas na telinha como iríamos descobrir sobre a 'maldição' dos confessores homens e o que é uma Confessora Mãe se não fosse pelo episódio centrado na irmã dela, Dennee, e as outras confessoras? Em um enfadonho monologo explicativo de Kahlan? *lol*

Nos livros Lord Rahl é pai de Richard enquanto na série eles são irmãos. Pra quem nunca leu os livros, os 2 serem pai e filho soaria como uma cópia mal feita de Darth Vader e Luke Skywalker.

Richard e Kahlan descobrem uma forma de ficarem juntos e se casam na metade da série de livros. Se logo na primeira temporada da série de tv eles ficassem juntos de vez metade da história perderia a graça.

Conclusão: não dá pra ler um filme e ver um livro. Existem coisas que funcionam em uma midia e não funcionam em outra. Adaptar não é mudar as características de um personagem ou de uma história, adaptar é tirar o que não cabe em uma midia e preencher com coisas que dão certo nessa nova 'casa'. É como fanfic, uma fic super foofy do nosso casal predileto pode fazer a gente suspirar, mas se for transportada para a série ficaria a coisa mais brega e sem graça que existe! =)~

24.7.09

Uma musica que...

me empolga: Better Now - Collective Soul

me alegra: Shine - Take That

me faz dançar: Rafe (gabin remix) - Fauxliage

me faz sorrir: Ready To Run - Dixie Chicks

me casaria: Sweet Darlin - She&Him

me entristece: Zombie - Cranberries

diz muito sobre mim: Single - Natasha Bedingfield

eu queria ter escrito: Bring It All Back - S Club 7

gostaria de acordar com: Pocketful of Sunshine - Natasha Bedingfield

gosto da letra: Angel - Corrs

gosto e é instrumental: Carraroe Jig/Joy of Life (musica tradicional irlandesa)

não foi lançada recentemente mas eu adoro: How far we've come - Matchbox Twenty

gosto e foi tema de filme: Animal Song - Savage Garden

eu gosto mas ninguem conhece: Waiting for the wheel to turn - Capercaillie

amo o clipe: Angel - Corrs

é melhor quando tocada no carro: 23 Days - SheDaisy

é melhor quando se está bem acompanhada: Closer - Dido

ouço quando estou com raiva: Flat On The Floor - Carrie Underwood

ouço quando estou triste: Under Pressure - Queen e David Bowie

estou ouvindo agora: Good Together - SheDaisy

14.7.09

novo visual

Já que ultimamente ando numa faze clean, no melhor estilo "menos é mais", nada melhor do que deixar o blog no mesmo clima =P


13.6.09

Roswell - Here With Me

Esse ano, especificamente em 6 de Outubro vão fazer 10 anos que Roswell foi ao ar pela primeira vez e como a série tem um grande significado em minha vida eu queria comemorar de alguma forma só que não sabia como, mas como diz o nome desse blog, boas coincidencias acontecem: outro dia minha mãe comentou casualmente que aqui na nossa cidade não se encontra o molho de pimenta Tabasco e imediatamente eu me lembrei de Roswell (quem conhece a série sabe porque *lol*)

Desde que soube que o seriado havia sido inspirado na série de livros Roswell High eu quis ler os livros só que eles não existem no Brasil e naquela época e-books eram uma distante realidade mas há uns 2 anos atras consegui os livros em inglês porém nunca tinha tempo pra lê-los. Na verdade eu até poderia ler num aparelhinho de mp4 no meio da rua, mas queria fazer como quando assistia aos episodios: sossegada e concentrada no meu cantinho predileto da casa. Então finalmente esse ano consegui arranjar esse tempo livre pra poder ler os livros que tanto quero ler há quase 8 anos... justamente quando a série completa uma década de existencia =)~

Além das boas lembranças guardadas junto com as fitas de video onde gravei a série e de bobagens adolescentes como comprar um vidro de Tabasco só pra comer com chocolate como Max, Isabel, Michael e Tess faziam, devo muito do que sei hoje àquelas noites na frente da tv e madrugadas na frente do pc enfurnada no FanForum comentando o episódio do dia e rindo das palhaçadas que o Brendan (Michael) e a Majandra (Maria) faziam quando resolviam aparecer pra postar no forum também.

Foi com Roswell que descobri o que era ser shipper, que conheci as fanfics e comecei a escrever, que melhorei o meu inglês lendo fics estrangeiras com um dicionario inglês/português do lado, que me meti pela primeira vez numa campanha pró algo (fato pelo qual me orgulho toda vez q vejo outros fãs se inspirando na Campanha do Tabasco pra tentar salvar seus shows -Moonlight com doações de sangue pra Cruz Vermelha, Veronica Mars com barras do doce Mars Bars, Jericho com os amendoins...), foi com Roswell que aprendi a usar a internet, que criei meu primeiro, tosco e extinto blog e que descobri a Dido, só pra citar algumas coisas. Até Lost comecei a ver por causa de Roswell, graças a Emilie de Ravin! *lol*

E a melhor coisa de começar a ler os livros Roswell High tanto tempo depois de ver a série não é o fato de descobrir que nos livros o Max é loiro de olhos azuis mas a oportunidade de ver tudo aquilo que eu um dia soube de trás pra frente com outros olhos, ver tudo aquilo que eu vi na adolescencia agora com olhos de adulta e constatar que definitivamente as horas e horas que passei me dedicando a aquele programa não foram em vão, pelo contrário, me são de muita serventia e motivo de orgulho até hoje ^_^

23.5.09

Em tempo algum teve um tranquilo curso o verdadeiro amor

Ok, indo direto ao ponto: Suliet começou, terminou e eu ainda não entendi como as pessoas compram tão rápido uma idéia por mais WTF que seja, principalmente em Lost. Gostar de Sawyer&Juliet é normal mas daí se esquecer de todas as 4 temporadas passadas e achar que os dois viveriam felizes pra sempre já é um pouco ilusório pois a ênfase da série sempre foi em Kate&Sawyer, coisa comprovada em WHH quando deixaram claro que Kate se manteve apegada à memória de Sawyer nos 3 anos que passou fora da ilha. 

A situação de Juliet-Sawyer-Kate-Jack na verdade é pra lá de clichê nas histórias de romance e por isso mesmo bastaria ter alguma intimidade com romances (desde os clássicos de Shakespeare aos baratinhos de banca de jornal) pra perceber logo de cara o destino de Suliet. 

É curioso como ninguém imaginou q Juliet fosse morrer por amor tendo o nome que tem, tendo uma história parecida com a de sua xará Julieta, se apaixonando por um inimigo (ou ninguém mais se lembra que no começo da série Losties e Outros eram inimigos mortais?) e tendo D&C dito varias vezes que os nomes não são dados por acaso. A questão é que eu sempre achei que ela morreria pelo Jack e não pelo Sawyer, mas a ordem dos tratores não altera o viaduto, certo? *lol* 

E já que estamos falando de Shakespeare, vale lembrar as desventuras de um dos seus quadrados amorosos mais famosos: Lisandro, Demetrio, Helena e Hermia de Sonho de Uma Noite de Verão. Hermia amava Lisandro mas era prometida de Demetrio por quem Helena era apaixonada. Sabendo dos planos de fuga de Hermia e Lisandro, Helena avisa Demetrio acreditando que assim ganharia a sua afeição como agradecimento mas Demetrio sai a procura dos dois amantes fujões e Helena o segue devotadamente. Em determinado momento Oberon, rei das fadas, vendo Demetrio tratar mal Helena ordena a uma de suas fadinhas que coloque uma poção do amor nos olhos de Demetrio para que ele se apaixone por Helena mas a fadinha se confunde e coloca a poção nos olhos de Lisandro que se apaixona por Helena. Oberon, irado com o erro da fadinha, enfeitiça Demetrio e assim os dois homens passam a brigar pelo amor de Helena ao invés do amor de Hermia. Depois de muita confusão o feitiço é retirado de Lisandro que volta para Hermia, mas não é tirado de Demetrio para que ele possa corresponder ao amor de Helena. 

Essa peça é uma comedia, mas prova como quadrados amorosos não são invenção exclusiva de Lost e apesar de complicados não são tão difíceis de prever o final. Outro exemplo ainda de Shakespeare é a também comédia Noite de Reis, com o quadrado Olívia-Sebastian-Orsino-Viola.   

Voltando à Romeu&Julieta, ops, Sawyer&Juliet: com ela tendo um passado tão infeliz em relação ao amor (Burke, Goodwing, Ben, Jack), sabendo que ele no fundo nunca havia esquecido um certo amor do passado (Kate, não Cassy!) e não tendo uma função tão importante na série quanto os Losties originais –alias vocês notaram como todo mundo tá morrendo pra sobrarem só os personagens da 1ª temporada?- era difícil de imaginar que Juliet fosse sobreviver. Eu preferiria que ela voltasse pra sua irmã e seu sobrinho mas lá no fundo sempre tive essa impressão de que a sina dela seria morrer por amor. 

É claro que D&C queriam que as pessoas comprassem Suliet como um bom casal, só que um bom casal estilo os casais de FBs que tiveram uma grande importância na vida dos personagens mas não tiveram happy ending, como Sayid&Nadia, Locke&Helen, Jack&Sarah... e ironicamente Suliet foi mesmo um casal de FB já que estavam nos anos 70 e agora a turma vai voltar pro anos 2000.