4.11.09

Enquanto isso em Camelot...

Há algum tempo atras, pesquisando sobre cultura celta (que admiro mas admito só conhecer a ponta do iceberg) fiquei sabendo de uma série da BBC chamada Merlin que a principio me deixou curiosa e animada com a idéia de ver a mitologia Arthuriana contada em um seriado de tv, mas logo em seguida vi algumas pessoas criticando a série por não seguir a risca as lendas do Rei Arthur, acabei desanimando e não baixando o seriado.

Mas como quando tem que ser, acontece, descobri Legend of the Seeker, comecei a procurar informações sobre a série e notei que é unanimidade: quem gosta de LotS gosta de Merlin. Então respirei fundo, peguei o link do primeiro episodio, baixei e me arrependi... de não ter feito isso antes!

Realmente a série não é uma cópia exata das lendas Arthurianas originais começando pelo fato de Merlin ter a mesma idade de Arthur que ainda é um jovem principe e não o rei de Camelot ou de Guinevere ser criada de Morgana e não uma nobre e segue as versões mais conhecidas das lendas, mas verdade seja dita, pra histórias que já foram recontadas, adaptadas e alteradas milhares de vezes (só pra citar alguns exemplos: A espada era a lei, As Brumas de Avalon, Lancelot, Rei Arthur, Tristão&Isolda, Pé na Jaca...) o que é uma versão a mais ou a menos?

Quando vi logo no começo do episódio a jovem Morgana discutindo com seu protetor e pai
de Arthur, rei Uther, já fui conquistada pela série. A história pode não ser exatamente igual a original mas os personagens são os mais fieis possivel. Morgana tem a mesma atitude acertiva e por vezes petulante da poderosa feiticeira que a originou, Gwen (diminutivo de Guinevere) mesmo sendo apenas filha do ferreiro é delicada e recatada como uma verdadeira dama, Arthur adora a boa vida de principe, apronta aqui e ali e não perde uma chance de sacanear com Merlin mas quando vê seu pai cometendo alguma injustiça (o que acontece com muita frequencia, já que Uther odeia magia a ponto condenar à morte quem pratica-la) vem a tona o Arthur bondoso, honrado e justo que conhecemos das velhas lendas. E Merlin, o protagonista? Não poderia ser mais perfeito! Ainda jovem e já com aquele senso de humor, determinação e orgulho de sua magia que todo mundo conhece e que serve de inspiração até hoje pra personagens como Gandalf, Dumbledore, Zedd e etc. Isso tudo sem contar as participações exporadicas de outros personagens mitologicos como Lancelot, Mordred e Nimueh (também conhecida como Viviane ou Dama do Lago).

Outra coisa que me cativou foi o fato da produção ser da BBC, ou seja, 100% britanica. O estilo é completamente diferente do americano desde os figurinos e cenarios até o padrão de beleza dos atores. Me delicio ouvindo aqueles sotaques (especialmente o grande dragão dublado por ninguem menos que John Hurt), vendo a beleza "comum" de Arthur e Gwen ou a quase exotica de Morgana e Merlin, as florestas britanicas, as joias e detalhes de roupas e cenarios em nó celta... Mas isso tudo que pra mim só deixa a série melhor parece não ter o mesmo efeito entre o publico brasileiro que, pelo pouco que andei vendo, acha que a série poderia ter efeitos mais coloridos e atores mais bonitos ¬¬














Fazendo uma comparação meia-boca, Merlin tá pra O Mundo Perdido assim como Legend of the Seeker tá pra Moonlight. Moonlight e LotS possuem 3 ou no maximo 4 personagens principais, tem como ponto fundamental o romance dos protagonistas e um tom maior de drama sem chegarem a ser séries dramaticas. Já Merlin e TLW são britanicas (TLW era filmada na Australia mas adaptada de um livro inglês), contam com elenco um pouco maior deixando menos espaço pro romance, tem suas bases na mitologia celta (na 4ª temporada de TLW descobririamos que Marguerite era descendente da deusa Morrigan e que Veronica veio de um lugar mistico chamado Avalon) e são mais puxadas pro lado da comédia do que pro drama.

Merlin é uma superprodução britanica que assim como LotS é exibida aos finais de semana em horário família e agrada em cheio quem gosta de boas histórias de aventura e fantasia.

20.10.09

Richard/Kahlan - Apologize

Só pra lembrar do meu mais novo diretor favorito, Michael Hurst, q dirigiu 2 dos melhores episodios da 1ª temporada de LotS, Denna (esse do video) e o season finale Reckoning.

Caraca! A ultima vez q tive um diretor predileto de seriado foi em Roswell, adorava os episodios do Jonathan Frakes =)~

17.10.09

Legend of the Seeker

Há um mês atras conheci a série Legend of the Seeker mas acabei adiando esse post pois não queria soar repetitiva em relação as ótimas criticas que a série vem recebendo tanto de profissionais como de telespectadores.

Baseada na série de livros Sword of Truth de Terry Goodkind, best sellers lá nos EUA e praticamente desconhecidos aqui no Brasil, produzida por Sam Raimi e Rob Tapert (criadores de Hercules e Xena) em parceria com a Disney/ABC e filmada na bela Nova Zelandia, LotS foi recebida a principio como uma sucessora das séries de aventura e fantasia que eram moda na decada de 90 como as já citadas Hercules e Xena, O Mundo Perdido, Simbad e etc, porém acabou se mostrando mais que isso.

Além dos efeitos modernos e da produção mais elaborada, ao contrario das séries citadas acima que tinham um tom maior de comédia, LotS segue o estilo Alta Fantasia, popularizado nos ultimos anos pela trilogia Senhor dos Anéis. É claro que existem piadas e episodios comicos, como o ótimo Mirror, mas a série se concentra mesmo é na eterna batalha entre bem e mal.

Como toda boa e classica Alta Fantasia, LotS conta com heróis orfãos, magos, um exercito a serviço do vilão megalomaniaco (com o bonus da elite de domiatrixes Mord'Sith) e um romance aparentemente impossivel.

Richard Cypher é o jovem guia florestal transparente e honesto que vivia com o pai adotivo e o irmão em Hartland, uma cidade onde a magia não existe, e descobre de forma tragica ser o ultimo Seeker a surgir em 1.000 anos e a pessoa profetizada a destruir o reinado do tirano Darken Rahl com a ajuda de Kahlan Amnell, uma Confessora designada a defende-lo com a própria vida se preciso e o Mago Zeddicus Zu'l Zorander que passou os ultimos 23 anos o protegendo a distancia.

Seeker? Confessora? Seeker é "um herói que emerge em tempos de dificuldade e sofrimento para caçar o mal" sempre auxiliado por um mago como mentor e uma Confessora que age como uma especie de guarda costas. Confessora é uma mulher com o dom de hipnotizar e escravisar alguem com apenas um toque, o que acaba tornando essas mulheres temidas e respeitadas nas terras magicas de Midlands.

E então chegamos na parte que sempre me empolga: o romance.

O herói se apaixonar pela mocinha que o acompanha durante sua jornada não é nenhuma novidade, mas o que faz a diferença em LotS é que as coisas não são tão simples assim.

Claro que o fato de Kahlan ser uma Confessora é o maior impecilho já que se ela relacionar-se intimamente com alguem perderá o controle de seus poderes e confessará a pessoa, porém isso não foi problema para Kieran e Vivian, os ultimos Seeker e Confessora antes de Richard e Kahlan que tiveram um final trágico por se entregarem a paixão. E aqui entra a grande diferença e qualidade de Richard e Kahlan: suas personalidades.

Ambos sabem quão importante é a missão que tem pela frente e são totalmente comprometidos com essa missão, dispostos a sacrificar o que for preciso pelo bem maior que é livrar o povo de Midland dos desmandos de Darken Rahl. Ambos são autruistas, mais de uma vez tiveram a chance de utilizar alguma forma de magia para livrar-se do impecilho dos poderes de Kahlan e desistiram da idéia para ajudar um amigo ou resistiram a tentação em nome de um bem maior.

E como se isso já não fosse o bastante pra fazer qualquer um simpatizar com o romance impossivel entre o Seeker e a Confessora, os sentimentos de um pelo outro são tão genuinos que Kahlan não consegue sequer cogitar a idéia de Richard perder a sua 'alma' por causa dela e Richard não aceita que Kahlan se desfaça dos seus poderes, de parte dela, para que possam ficar juntos.

O resultado são grande respeito e admiração mutuos que tornam ainda mais bela a história de Richard e Kahlan.

QUOTES:

"Confess me (...) I rather be your slave than hers" - Richard

"I can't think of any worse betrail than leaving you." - Kahlan

"Love isn't something to fear, Kahlan."
"For me it is."

"Rahl was wrong when he said our fate was unimaginable. The only unimaginable fate is one without you." - Richard

"Tell him that his own Confessor never stopped loved him. And that if he can't undo the magic, if he can't return to her then, she'll be waiting for him, in the Underworld. Forever." - Kahlan

"When we first met, you told me you'd give your life for the Seeker. And that's what you did. Even when it looked like you had no hope, you loved me across time." - Richard

27.9.09

Quem conta um conto, aumenta um ponto

Do meu Top5 de séries só uma, Lost, não tem nada a ver com livros. Roswell era uma série de livros meio teen, The Lost World era um livro do Conan Doyle, Moonlight foi imaginada inicialmente por um de seus criadores, Trevor Munson, como um livro e minha mais nova aquisição, Legend of the Seeker, é baseada na série de livros Sword of Truth.

Das séries citadas acima a unica que ainda não li a versão original foi Legend of the Seeker, até porque descobri a série há pouco menos de um mês, mas uma coisa já sei que tem em comum com todas as outras: fãs ardorosos que acreditam que uma adaptação deveria levar o livro ao pé da letra. Nenhuma dessas séries ficou igual os livros, Roswell diminuiu os poderes dos aliens (nos livros eles enxergam auras entre outras coisas), O Mundo Perdido adicionou a Marguerite que não existe nos livros (e conseqüentemente adicionou também o romance Roxton&Marguerite) e Legend of the Seeker, não fugindo a regra mudou algumas coisas aqui e ali.

Sei que sou minoria mas raramente digo "o livro é melhor que o filme" e isso se deve ao fato de ter a mente aberta (talvez até demais) para novas experiências. Como a palavra mesmo já diz, se tratam de adaptações, processo onde um organismo se adequa, se encaixa ao habitat onde se encontra.

Tendo isso em mente eu acabo sempre vendo livro e filme ou série como duas coisas diferentes que se completam, como duas versões de um mesmo fato. Lembro nos meus dias de Smallville muitos fãs do Superman reclamando que aquela não era a história do Homem de Aço, que Pete era ruivo e não negro, que Lois nunca esteve em Pequenópolis e etc, mas por acaso isso mudou o fato de que Clark foi enviado de Krypton que estava explodindo para a Terra e adotado por um casal de bom coração que o ensinou a ser uma pessoa justa e honrada que mais tarde viria a ser um grande herói e benfeitor? Não. A essência, os fatos realmente importantes ficaram intactos e isso é o que importa.

Por outro lado, há um tempo atras sairam boatos de que no filme de Sherlock Holmes dirigido por Guy Ritchie haverão insinuações de algo mais que amizade entre Sherlock e Watson e isso me deixou extremamente decepcionada pois não faz parte da essência do personagem, na verdade Sherlock sempre foi tão racional e concentrado em seus estudos que chegava ao ponto de ser "assexuado". Se o filme fosse uma comédia como O Xangô de Baker Street eu não veria problema nenhum em um Sherlock gay, mas se tratando de um filme 'dramático' fica difícil de engolir pois muda características básicas do personagem, muda parte da essência do detetive mais famoso do mundo. Adaptar não é mudar, é adequar.

Existem idéias que ficam ótimas no papel e outras que ficam ótimas na tela mas nem tudo que fica bom no papel cabe na tela ou vice versa. Um bom exemplo disso são os filmes do Senhor dos Anéis. Os livros de Tolkien são extremamente detalhistas, coisa que ajudou Peter Jackson a dar vida aos hobbits e à Terra Média mas que no papel ficou muito cansativo para muitas pessoas (me incluo nessa lista, não consegui chegar à metade da Sociedade do Anel, mas gosto dos filmes). Outro exemplo são as versões pro cinema dos livros do Dan Brown, enquanto o livro Código Da Vinci parece rápido e bem compassado graças as explicações que Langdon vai dando durante a história, esse mesmo recurso deixou o filme arrastado e cansativo. Quando Ron Howard adaptou o segundo livro, Anjos e Demônios, focando mais a ação, o filme foi bem mais aceito, mesmo que mudando varias coisas em relação ao livro.

Sobre Legend of the Seeker, não posso dizer muito pois ainda não li os livros, mas pelo pouco que descobri com as comparações na internet, posso dizer que algumas coisas realmente não dariam certo na tv.

Na versão literária Kahlan é a ultima confessora viva, mas na telinha como iríamos descobrir sobre a 'maldição' dos confessores homens e o que é uma Confessora Mãe se não fosse pelo episódio centrado na irmã dela, Dennee, e as outras confessoras? Em um enfadonho monologo explicativo de Kahlan? *lol*

Nos livros Lord Rahl é pai de Richard enquanto na série eles são irmãos. Pra quem nunca leu os livros, os 2 serem pai e filho soaria como uma cópia mal feita de Darth Vader e Luke Skywalker.

Richard e Kahlan descobrem uma forma de ficarem juntos e se casam na metade da série de livros. Se logo na primeira temporada da série de tv eles ficassem juntos de vez metade da história perderia a graça.

Conclusão: não dá pra ler um filme e ver um livro. Existem coisas que funcionam em uma midia e não funcionam em outra. Adaptar não é mudar as características de um personagem ou de uma história, adaptar é tirar o que não cabe em uma midia e preencher com coisas que dão certo nessa nova 'casa'. É como fanfic, uma fic super foofy do nosso casal predileto pode fazer a gente suspirar, mas se for transportada para a série ficaria a coisa mais brega e sem graça que existe! =)~

24.7.09

Uma musica que...

me empolga: Better Now - Collective Soul

me alegra: Shine - Take That

me faz dançar: Rafe (gabin remix) - Fauxliage

me faz sorrir: Ready To Run - Dixie Chicks

me casaria: Sweet Darlin - She&Him

me entristece: Zombie - Cranberries

diz muito sobre mim: Single - Natasha Bedingfield

eu queria ter escrito: Bring It All Back - S Club 7

gostaria de acordar com: Pocketful of Sunshine - Natasha Bedingfield

gosto da letra: Angel - Corrs

gosto e é instrumental: Carraroe Jig/Joy of Life (musica tradicional irlandesa)

não foi lançada recentemente mas eu adoro: How far we've come - Matchbox Twenty

gosto e foi tema de filme: Animal Song - Savage Garden

eu gosto mas ninguem conhece: Waiting for the wheel to turn - Capercaillie

amo o clipe: Angel - Corrs

é melhor quando tocada no carro: 23 Days - SheDaisy

é melhor quando se está bem acompanhada: Closer - Dido

ouço quando estou com raiva: Flat On The Floor - Carrie Underwood

ouço quando estou triste: Under Pressure - Queen e David Bowie

estou ouvindo agora: Good Together - SheDaisy